O Dízimo é o Primeiro Investimento da História e Ainda o Mais Rentável
Descubra como um princípio milenar pode transformar sua relação com o dinheiro e trazer retornos que vão muito além do financeiro
Você já parou para pensar por que a maioria das pessoas nunca consegue poupar dinheiro? A resposta é simples: elas esperam sobrar. E o que sobra no fim do mês? Exatamente: nada. Enquanto isso, existe um princípio com mais de 4 mil anos de história que resolve esse problema de forma genial e ele não foi inventado por nenhum guru de Wall Street.

Estamos falando do dízimo. E antes que você feche esta página pensando que é um texto religioso, deixa eu te contar: isso aqui é pura educação financeira. É sobre entender por que separar uma parte do seu dinheiro antes de qualquer outra coisa pode ser a decisão mais inteligente que você vai tomar na vida.
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Segundo dados do Banco Central de 2023, apenas 28% dos brasileiros conseguem poupar regularmente. O restante vive no modo “vou guardar se sobrar” e a gente sabe como termina essa história. Mas existe um grupo menor, mais silencioso, que pratica algo diferente: separa primeiro, gasta depois. E esse pessoal constrói patrimônio, dorme tranquilo e tem uma relação completamente diferente com o dinheiro.
Com mais de 15 anos ajudando pessoas a reorganizarem suas finanças, percebi um padrão fascinante: quem pratica a disciplina de separar uma parte fixa logo no começo, seja para dízimo, doação ou investimento, desenvolve uma mentalidade financeira que a maioria nunca alcança. E tem ciência por trás disso.
Onde Tudo Começou: O Investimento Mais Antigo do Mundo
O dízimo não é invenção moderna. Registros históricos mostram que há mais de 4 mil anos, civilizações como a Mesopotâmia, o Egito Antigo e Israel já praticavam o costume de separar 10% da colheita, do rebanho ou dos ganhos.
Na época, essa porcentagem ia para os templos, sacerdotes ou para sustentar a comunidade. Era um ato de fé, mas também de organização social. E por trás disso havia algo revolucionário para a época: a ideia de que você precisa cuidar do invisível (o futuro, o propósito, o coletivo) antes de gastar tudo com o visível (o hoje, o urgente, o individual).
Pensa bem: naquela época, não existia banco, aplicação financeira ou previdência privada. O que eles tinham? Um sistema que os forçava a não consumir tudo de uma vez. A não viver só o momento. A pensar além.
George S. Clason, autor do clássico O Homem Mais Rico da Babilônia, escrito em 1926, já ensinava exatamente isso quando cunhou a frase: “Pague a si mesmo primeiro”. Ele estava, na verdade, traduzindo para a linguagem moderna uma sabedoria milenar: separe uma parte antes que os gastos devorem tudo.

E se funcionava há 4 mil anos, por que ainda funciona hoje?
A Ciência Por Trás de “Separar Primeiro”
Aqui entra a parte que muita gente ignora: nosso cérebro não é bom com dinheiro.
James Clear, autor do best-seller Hábitos Atômicos, ensina que pequenas mudanças consistentes geram resultados extraordinários ao longo do tempo. Mas há um segredo: a automação. Quando deixamos para “guardar o que sobrar”, estamos dependendo da força de vontade — um recurso limitado e que se esgota ao longo do dia.
Sabe aquele cansaço mental de fim de mês quando você olha a conta e pensa “onde foi parar meu dinheiro?” É exatamente isso: sua força de vontade já acabou há muito tempo. Sobrou só o impulso de gastar.
Mas quando você automatiza a separação de uma porcentagem logo no início — seja 10%, 15% ou o quanto couber no seu orçamento —, você cria o que Clear chama de “arquitetura de escolha”. A decisão já foi tomada. O sistema está no piloto automático. Você não precisa decidir todo mês. Você não negocia consigo mesmo.

Clear explica no livro: “Você não se eleva ao nível de suas metas. Você cai ao nível de seus sistemas.”
E o dízimo, quando aplicado como princípio financeiro, é exatamente isso: um sistema à prova de falhas. Você remove a decisão do campo emocional e coloca no campo estrutural.
Um estudo publicado no Journal of Consumer Research em 2022 comprovou que pessoas que automatizam suas economias poupam, em média, 37% a mais do que aquelas que tentam poupar manualmente. Por quê? Porque elas não dão chance para o cérebro sabotar.
O dízimo funciona assim: sai primeiro. Sem negociação. Sem “esse mês não dá”. E com o tempo, isso vira identidade. Você deixa de ser “alguém que tenta poupar” e passa a ser “alguém que separa primeiro”.
Por Que Isso Importa Mais do Que Você Imagina
Tem um conceito na economia comportamental chamado mental accounting — ou contabilidade mental. Basicamente, nosso cérebro trata dinheiro de formas diferentes dependendo de onde ele vem ou para onde vai.
Por exemplo: você gasta R$ 200 num jantar sem pensar duas vezes, mas reclama de uma taxa bancária de R$ 15. Por quê? Porque na sua cabeça, um está na “conta do lazer” e o outro na “conta das obrigações chatas”.
Quando você pratica o dízimo — ou qualquer forma de “separar primeiro” —, você está treinando seu cérebro a criar uma conta mental prioritária. Uma conta que vem antes do impulso, antes da tentação, antes do “só dessa vez”.
E sabe o que acontece? Você passa a viver com 90% (ou 85%, ou 80%) da sua renda. E descobre que era possível o tempo todo. A diferença é que agora você decide viver assim, em vez de tentar e fracassar todo mês.
Dan Ariely, em Previsivelmente Irracional, explica que somos péssimos em avaliar valor de forma isolada. Precisamos de âncoras. E quando você cria a âncora de “10% sai primeiro, sempre”, todas as outras decisões financeiras ficam mais fáceis. Você não se pergunta mais “posso comprar isso?” Você se pergunta “isso cabe nos 90% que me restam?”
É uma virada de chave mental poderosa.
O Retorno Que Ninguém Calcula (Mas Que Vale Mais Que Juros Compostos)
Agora vamos falar de um tipo de retorno que não aparece em nenhum gráfico de investimento: o retorno psicológico e emocional.

Estudos recentes em neurociência mostram que atos de generosidade — como doar dinheiro para causas, projetos ou pessoas — ativam as mesmas áreas cerebrais associadas ao prazer, à recompensa e ao bem-estar. É literalmente um “barato natural”.
Uma pesquisa da Universidade de Harvard, publicada em 2023, demonstrou que pessoas que destinam parte de sua renda para causas altruístas apresentam níveis significativamente menores de estresse financeiro e maior sensação de controle sobre suas vidas.
Pensa nisso: você está literalmente melhorando sua saúde mental enquanto organiza suas finanças.
Mas tem mais.
Quando você pratica o dízimo — seja doando para uma igreja, uma ONG, um projeto social ou até investindo em você mesmo —, está fazendo uma declaração silenciosa, mas poderosa: “Eu não sou escravo do meu dinheiro. Eu controlo ele, não o contrário.”
Isso muda tudo.
Ao longo da minha carreira, atendi centenas de pessoas. E posso te dizer com convicção: quem pratica alguma forma de doação ou separação intencional desenvolve uma habilidade rara — a capacidade de viver com menos do que ganha, sem sentir privação.
É o oposto da escassez. É mentalidade de abundância na prática.
O Dízimo na Fé Cristã: Quando Propósito e Finanças Se Encontram

Para quem tem uma fé ativa, especialmente na tradição cristã, o dízimo ganha uma dimensão ainda mais profunda. Não se trata apenas de um hábito financeiro inteligente é um ato de obediência, gratidão e confiança em Deus.
A Bíblia fala sobre o dízimo em diversos momentos. Em Malaquias 3:10, há uma promessa clara: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.”
Não é superstição. É um princípio espiritual com implicações práticas. Quando você dizima, está declarando que reconhece Deus como o provedor de tudo o que você tem. Está dizendo: “Eu confio que Ele cuidará dos meus 90% melhor do que eu cuidaria dos meus 100%.”
E aqui está uma verdade que testemunhei inúmeras vezes: pessoas que praticam o dízimo por fé frequentemente experimentam uma paz financeira que desafia a lógica. Não porque ficam ricas da noite para o dia, mas porque aprendem a viver sob um princípio maior que o materialismo.
Além disso, o dízimo sustenta a obra da igreja, pastores, missionários, projetos sociais, programas de assistência. Quando você dizima, está participando ativamente da expansão do Reino de Deus na terra. Está investindo em vidas transformadas, famílias restauradas, comunidades impactadas.
E se você é cristão, deixa eu ser direto: não dá para falar de planejamento financeiro sério sem falar de dízimo. Porque sua fé não pode estar separada da sua carteira. O próprio Jesus disse em Mateus 6:21: “Onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração.”
Então, se você crê, pratique o dízimo. Não por obrigação religiosa, mas por convicção. E veja como Deus honra a sua fidelidade.
Dízimo, Doação e Investimento: A Tríade da Sabedoria Financeira

Aqui alguém pode perguntar: “Mas Geison, se eu separar 10% para investir num fundo ou em ações, não é a mesma coisa?”
Do ponto de vista patrimonial? Sim, pode ser.
Mas do ponto de vista de formação de caráter financeiro? Não.
O ideal — e aqui vai minha recomendação baseada em anos de experiência — é que você faça as duas coisas. Ou melhor: faça as três.
1. Dízimo (10% para Deus)
Se você tem fé, separe seus 10% para a igreja ou para causas ligadas à obra de Deus. Isso não é negociável. É princípio espiritual.
2. Doações intencionais (um percentual adicional)
Além do dízimo, considere separar uma quantia — mesmo que pequena — para causas sociais, ONGs, projetos educacionais, pessoas em necessidade. A Bíblia fala sobre ofertas além do dízimo. E estudos mostram que a generosidade fortalece a saúde emocional e financeira.
3. Investimento (pelo menos 10% para o seu futuro)
Construir patrimônio não é egoísmo. É responsabilidade. Você precisa cuidar do seu futuro, da sua família, da sua aposentadoria. Gustavo Cerbasi, em Dinheiro: Os Segredos de Quem Tem, fala que as pessoas mais satisfeitas financeiramente não são as mais ricas são aquelas cujas escolhas financeiras estão alinhadas com seus valores.
E aí está o equilíbrio: você cuida de Deus (dízimo), cuida dos outros (doação) e cuida de você (investimento).
Isso não é ganância. É sabedoria. É mordomia. É entender que o dinheiro é um meio para honrar a Deus, abençoar pessoas e viver com dignidade.
O dízimo carrega uma dimensão de desapego que o investimento tradicional não tem. Quando você investe, você está acumulando para si. Quando você doa, está distribuindo. E esse equilíbrio é essencial para uma vida financeira saudável e espiritualmente alinhada.
Robert Kiyosaki, em Pai Rico, Pai Pobre, fala sobre ativos e passivos. Mas ele também fala sobre mentalidade. E a mentalidade de quem pratica o dízimo é a de abundância, não de escassez. É a de quem acredita que sempre haverá o suficiente e por isso pode dar sem medo e investir com sabedoria.
Como Aplicar Esse Princípio na Prática
Você está pronto para dar o primeiro passo? Aqui vão formas práticas de começar hoje:
1. Automatize a separação
Configure uma transferência automática assim que o dinheiro cair na conta. Dízimo para a igreja, doação para uma causa, investimento para uma aplicação. O segredo é que saia primeiro, antes de você ter tempo de “pensar melhor”.
2. Comece com o que couber no bolso
Se 10% + 10% parece impossível agora, comece com 5% + 5%. Ou 10% total dividido entre dízimo e investimento. O importante é criar o hábito. Com o tempo, você aumenta naturalmente.
3. Escolha destinos com propósito
Se você é cristão, entregue seu dízimo fielmente à sua igreja local. Para doações extras, escolha causas que façam sentido para você: pode ser uma ONG, um missionário, um projeto social, uma família em necessidade. O importante é que seja consciente e intencional.
4. Invista com inteligência
Para a parte do investimento, busque conhecimento. Estude sobre Tesouro Direto, fundos de investimento, ações, previdência privada. Não coloque seu dinheiro onde você não entende. E se precisar, estamos aqui para lhe ajudar.
5. Registre e acompanhe
Anote todo mês quanto você separou e para onde foi. Isso cria consciência. E consciência gera responsabilidade. E responsabilidade gera resultado.
6. Celebre as pequenas vitórias
Completou três meses separando primeiro? Comemore. Chegou a R$ 1.000 guardados? Reconheça. Viu sua igreja alcançar mais pessoas com seu dízimo? Agradeça. O cérebro precisa de reforço positivo para manter novos hábitos vivos.
O Que Esse Princípio Ensina Sobre Riqueza Verdadeira
Aqui vai uma verdade que pouca gente fala: liberdade financeira não é sobre ter muito dinheiro. É sobre não ser refém dele.
É sobre acordar e saber que suas escolhas não são ditadas pelo saldo da conta. É sobre poder ajudar quem você ama sem entrar em desespero. É sobre dormir tranquilo, mesmo quando o mês está apertado, porque você sabe que tem estrutura.
E o dízimo, combinado com doação e investimento, é uma das ferramentas mais antigas e eficazes para construir isso.
Esse tripé nos ensina que:
- Disciplina vem antes de resultado.
- Propósito é mais importante que quantidade.
- Generosidade e prosperidade não são opostos — são parceiros.
- Fé e planejamento caminham juntos, não em direções opostas.
- O futuro se constrói com as decisões de hoje, não com as sobras de amanhã.
Ao longo desses anos trabalhando com planejamento financeiro, vi gente sair de dívidas impagáveis. Vi gente construir patrimônio do zero. Vi gente recuperar casamentos que estavam desmoronando por causa de dinheiro. E muitas dessas pessoas tinham algo em comum: praticavam alguma forma de “separar primeiro” — dízimo, doação, investimento, ou todos juntos.
Não é mágica. Não é sorte. É método. É compromisso. É fé no seu próprio futuro e em algo maior que você.
E Se Você Começasse Hoje Mesmo?
Imagina o seguinte cenário: no próximo salário que você receber, antes de pagar qualquer conta, você separa 10% para o dízimo, 5% para doações e 10% para investimento. Pode parecer impossível agora, mas e se você ajustasse os percentuais para o que couber e começasse?
O que mudaria na sua vida daqui a seis meses?
Provavelmente muito mais do que você imagina.
Porque essa prática não é só sobre o dinheiro que sai. É sobre a pessoa que você se torna no processo: alguém mais disciplinado, mais grato, mais consciente. Alguém que entende que riqueza verdadeira não se mede só no extrato bancário, mas na capacidade de viver com propósito, equilíbrio, generosidade e fé.
E aqui vai minha convicção depois de tantos anos nesse mercado: quem transforma sua relação com o dinheiro, transforma sua vida inteira. Não é exagero. É constatação.
O dízimo é o primeiro investimento da história. E continua sendo o mais rentável não porque te deixa milionário da noite para o dia, mas porque te transforma na pessoa capaz de construir riqueza sustentável, com significado, sem culpa e com bênção.
E essa, meu (minha) amigo (amiga), é a melhor taxa de retorno que existe.
Se esse conteúdo fez sentido para você, me acompanhe no Instagram @ogeisonnascimento, onde compartilho reflexões práticas sobre dinheiro, comportamento e escolhas conscientes.
E se você quer dar o primeiro passo rumo à sua liberdade financeira, conheça o Projeto Bora Destravar as Finanças. É por lá que muita gente já começou a mudar de vida — de verdade, sem fórmulas mágicas, mas com método, clareza e propósito e nunca esqueça Educação financeira é o poder que muda vidas e pode mudar a sua!
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